São Francisco de Itabapoana, no norte fluminense, sediou no último fim de semana o 1º Festival do Abacaxi & Farinha. O evento foi realizado pela Associação dos Produtores de Mandioca e Fabricantes de Farinha (Aprofar) e pela Associação de Produtores Rurais do Norte Fluminense (Apra-Rio), com apoio da Prefeitura Municipal.
Por três dias, produtores, pesquisadores, representantes de instituições e moradores da região participaram de uma programação voltada à valorização das cadeias do abacaxi e da mandioca, com bastante espaço para troca de experiências.
Teve palestra técnica, debates sobre Indicação Geográfica, apresentação de novas tecnologias e cultivares, atividades de campo e demonstrações de maquinário agrícola. Mas o festival não ficou apenas na parte técnica: também contou com feira gastronômica, concurso culinário com produtos das IGs, concurso de fotografia, com o tema “Pessoas, Produto e Território”, além de shows para encerrar a programação.
A equipe do Programa de Desenvolvimento de Indicação Geográfica também marcou presença. O coordenador do programa, Christian Mariani Lucas dos Santos, esteve presente no evento acompanhado pelas artesãs da Indicação Geográfica Paneleiras de Goiabeiras, do Espírito Santo, que compartilharam seus saberes e experiências relacionados à valorização dos produtos e das tradições do território.
Na oportunidade, o docente Ricardo Tadeu Galvão Pereira, do Instituto Federal Fluminense (IFF), também participante do festival, relatou que o depósito do pedido de reconhecimento da Indicação Geográfica da Farinha de Mandioca de São Francisco de Itabapoana no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) representa o resultado de um trabalho que vem sendo construído ao longo dos editais de fomento da Setec.
Segundo ele, o caminho até ali passou pelo apoio da FAPERJ, pela contratação do Instituto Inovates e por um trabalho de sensibilização e documentação que ganhou força a partir do segundo edital da Setec. Foi justamente nessa fase, no eixo de estruturação, que a equipe percebeu o potencial da farinha local e decidiu apostar na construção do processo de IG.
O festival evidenciou como a aproximação entre produtores, universidades e comunidade faz a diferença: fortalece as cadeias produtivas da região, amplia a visibilidade dos produtos locais e contribui para o desenvolvimento do território.