Entre os dias 06 e 07 de janeiro, foi realizada de forma online a formação “DO e IP – o que são e como desenvolver esses projetos”, ministrada pela professora doutora Andréia de Alcântara Cerizza, coordenadora do Eixo II – Estruturação, do Programa de Indicação Geográfica da Setec/MEC. A capacitação integrou as ações do programa e reuniu participantes do Eixo II, além de interessados na temática.
No primeiro dia, a professora Andréia apresentou uma visão geral sobre as Indicações Geográficas (IGs) no Brasil, com foco nas duas espécies reconhecidas no país: Denominação de Origem (DO) e Indicação de Procedência (IP). A formação teve início com uma introdução à Propriedade Intelectual (PI), ressaltando sua importância como instrumento de proteção e valorização de criações, inovações e ativos territoriais. Nesse contexto, a Indicação Geográfica foi destacada como uma modalidade de PI essencial para reconhecer produtos e serviços fortemente vinculados ao seu território de origem.
Durante a capacitação, também foi enfatizada a importância da consulta ao site do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), considerado uma fonte estratégica de informações atualizadas sobre as IGs registradas no Brasil, além de orientações técnicas e normativas que apoiam o desenvolvimento desses projetos.
Ainda no dia 06, foram detalhadas as principais diferenças entre DO e IP. A Denominação de Origem refere-se a produtos ou serviços cujas qualidades ou características estão diretamente relacionadas ao meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos. Já a Indicação de Procedência diz respeito ao nome geográfico de uma localidade que se tornou reconhecida como centro de produção, extração ou prestação de determinado produto ou serviço.
No dia 07 de janeiro, a formação deu continuidade com a abordagem de dois elementos fundamentais para o reconhecimento de uma IG: a delimitação geográfica e o caderno de especificações técnicas. A professora destacou que a delimitação geográfica é essencial para definir o território abrangido pela Indicação Geográfica, considerando aspectos como geografia, clima, história e cultura local, garantindo a representatividade e autenticidade do produto ou serviço.
Já o caderno de especificações técnicas foi apresentado como um documento-chave para o processo de registro, pois descreve detalhadamente as características do produto ou serviço, incluindo matéria-prima, processos de produção, padrões de qualidade e forma de apresentação. Esse instrumento é fundamental para assegurar a conformidade, a rastreabilidade e o reconhecimento da IG.
Ao longo da formação, foi reforçado que tanto a delimitação geográfica quanto o caderno de especificações técnicas são pilares para o sucesso das Indicações Geográficas, contribuindo para a proteção dos consumidores, o combate à concorrência desleal e a valorização da identidade cultural, da tradição e do saber-fazer dos produtores locais.
Registro da Capacitação do dia 06/01/2026: