O processo também contou com o apoio do Programa de Desenvolvimento de Indicações Geográficas da Setec/MEC, executado na Rede Federal por instituições como o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e o Instituto Federal do Pará (IFPA). Por meio da iniciativa, pesquisadores e profissionais dessas instituições oferecem suporte técnico em diferentes etapas da construção de Indicações Geográficas em diferentes territórios, com ações de diagnóstico, fortalecimento, internacionalização e turismo.
Segundo a professora do IFSP Andréia de Alcântara, que coordenou o eixo de estruturação do Programa e atuou no apoio técnico ao processo de registro do polvilho, participar desse trabalho foi uma experiência muito gratificante.
“Foi muito especial ajudar a transformar 70 anos de saber-fazer dos produtores da Cooperabs em um caderno de especificações e em uma estrutura de governança. Esse trabalho une tradição e desenvolvimento territorial e mostra como a Rede Federal pode contribuir para valorizar os conhecimentos locais, proteger esse patrimônio e gerar renda”, comentou a professora.
O reconhecimento da IG pelo INPI reforça a importância da produção de polvilho na Região do Cará e valoriza uma atividade que faz parte da história e da identidade das famílias produtoras do território.
Saiba mais sobre o reconhecimento da Indicação Geográfica no site do INPI:
https://www.gov.br/inpi/pt-br/central-de-conteudo/noticias/inpi-reconhece-ig-para-o-polvilho-da-regiao-do-cara-go
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) publicou, no dia 15 de setembro, o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) para o polvilho produzido na Região do Cará, em Bela Vista de Goiás, na modalidade Indicação de Procedência.
O registro reconhece a reputação do produto e sua relação com o território, marcada por mais de seis décadas de tradição, pelo saber-fazer dos produtores e por conhecimentos transmitidos de geração em geração. A conquista também representa um marco para o setor, por ser a primeira Indicação Geográfica registrada no Brasil para o polvilho.
O pedido de registro ao INPI foi apresentado pela Cooperativa Mista dos Pequenos Produtores de Polvilho e Derivados da Mandioca da Região do Cará (COOPERABS), que reúne produtores envolvidos com a atividade e com a preservação dos conhecimentos e das práticas tradicionais relacionadas à produção do polvilho.
Sob a coordenação do professor Bruno de Andrade Martins, do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), campus Hidrolândia, o processo de reconhecimento da Indicação Geográfica foi desenvolvido ao longo de seis anos, a partir da mobilização e estruturação envolvendo produtores, pesquisadores, estudantes e instituições parceiras. Nessa trajetória, o IF Goiano teve papel importante na execução do projeto junto à COOPERABS, na organização das ações e na elaboração dos estudos necessários para o reconhecimento do território.